20 setembro 2015

Resenha | Jurassic Park


Título: Jurassic Park
Autor: Michael Crichton
Editora: Aleph

Número de páginas: 522


Uma impressionante técnica de recuperação e clonagem de DNA de seres pré-históricos foi descoberta. Finalmente, uma das maiores fantasias da mente humana, algo que parecia impossível, tornou-se realidade. Agora, criaturas extintas há eras podem ser vistas de perto, para o fascínio e o encantamento do público. Até que algo sai do controle. Em Jurassic Park, escrito em 1990 por Michael Crichton, questões de bioética e a teoria do caos funcionam como pano de fundo para uma trama de aventura e luta pela sobrevivência. O livro inspirou o filme homônimo de 1993, dirigido por Steven Spielberg, uma das maiores bilheterias do cinema de todos os tempos. 

Fora do catálogo nacional por um bom tempo, a Editora Aleph aproveitou o embalo do lançamento do novo filme baseado na obra para relançá-la, com uma nova tradução, e em uma edição muito digna, a obra prima de Michael Crichton, presenteando os fãs dos filmes, como eu, e de livros de ficção científica, que ainda não tinham sido apresentados ao trabalho do autor.

Confesso que apesar de gostar muito do filme dirigido por Spielberg, tinha certo receio de ler a obra na qual o filme foi baseada por achar que seria chata, porém, esse preconceito foi facilmente esquecido logo nas primeiras páginas do livro, que acaba por concretizar aquele velho clichê que o livro é bem melhor.

Mais que mostrar o deslumbramento do homem com a clonagem de DNA de dinossauros e tentar imitar o seu hábitat, Crichton realiza uma reflexão sobre as habilidades do homem em controlar e modificar a natureza, o que não passa de uma ilusão, e que a ciência não pode, ou não deveria, compreender e desenvolver de tudo.

Dividido em iterações, que é uma técnica matemática para se chegar a resultados de problemas complexos, a obra traz um bilionário e sua equipe que conseguem criar uma técnica que consegue criar dinossauros, descoberta essa que pretendem mostrar ao mundo através da criação de um parque, uma Disneylândia com animais e plantas extintos.

Através de sete iterações, acompanhamos a falha nesse plano e suas implicações, muitas vezes drásticas, para os envolvidos no projeto, da população vizinha da ilha escolhida para abrigar a “atração” até os pesquisadores chamados para atestar ou não a viabilidade do projeto. Preparem-se para cenas bastante tensas e mudar o conceito de quão legais são os dinossauros.

Quanto às personagens, tem-se o bom desenvolvimento dos mesmos, sobretudo de John Hammond, o “dono” do parque, cego em ver que seu empreendimento não dará certo. Outro destaque é Ian Malcom, que vai muito além do matemático popstar representado no primeiro filme, que divaga sobre a Teoria do Caos. Falando nessa Teoria, o livro remete-se várias vezes a matemática, ou seria física?, desculpa, sou de humanas, para explicar o paradigma científico da manipulação da natureza, mas é feito de modo que o leitor entenda sua importância para a história e não a ache chata.

O livro Jurassic Park injustamente remanesceu nas sombras de sua adaptação cinematográfica, mas mostra-se muito além de um mero conto sobre um ricaço que quis criar dinossauros e fazer um parque. É um thriller científico da melhor qualidade e recomendo a todos a leitura.


Por Juliana Magalhães
  

3 comentários:

  1. Oi,
    Caramba estou me sentindo um extraterrestre porque não sabia que esse livro existia! Rsrs
    Bjs!
    Fadas Literárias

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Ficção científica, para mim, costuma ser melhor em filmes, mas Jurassic Park é um clássico. Lerei. Certeza!

    http://notasmentaisparaumdiaqualquer.blogspot.com.br/

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